O mês de dezembro é marcado pelo Dezembro Vermelho, uma campanha nacional que tem como objetivo conscientizar a população sobre o HIV, Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A campanha ressalta a importância da prevenção, assistência e proteção dos direitos das pessoas afetadas por essas condições.
Neste início de dezembro, o Ministério da Saúde divulgou o Boletim Epidemiológico HIV e Aids de 2025, ano que marca os 40 anos do início do enfrentamento ao vírus no Brasil. Os dados referentes a 2024 mostram uma queda significativa na taxa de mortalidade, que atingiu o menor índice da série histórica: 3,4 óbitos por 100 mil habitantes, representando uma redução de 12,8% em relação ao ano anterior.
No estado do Paraná, são registrados 1.922 casos de Aids. A nível nacional, houve uma diminuição de 7,9% nos casos de gestantes com HIV e de 4,2% no número de crianças expostas ao vírus. Além disso, houve uma redução de 54% no início tardio da profilaxia neonatal, indicando uma melhora no cuidado oferecido durante o pré-natal e no ambiente hospitalar. Os óbitos relacionados à Aids também apresentaram queda, passando de 548 para 429 nos últimos dois anos, uma redução de 21,7%. Esses números refletem uma tendência nacional de redução de 13% nos óbitos por Aids, alcançando o menor número em três décadas, com 9,1 mil mortes registradas no mesmo período.
Embora os dados mostrem avanços na testagem e tratamento, enfatizam a importância de continuar vigilante e intervindo para garantir a saúde pública e reduzir a transmissão vertical.
A coordenadora da Faculdade Unopar, Amanda Quadros, ressalta que a conscientização sobre as ISTs desempenha um papel fundamental para que as pessoas acessem os serviços de saúde, façam exames e adotem medidas para prevenir a contração e transmissão de doenças. Ela alerta que cerca de 1 milhão de pessoas no Brasil tem diagnóstico de IST e destaca a diferença entre HIV e Aids, explicando a importância do tratamento para evitar a evolução da infecção para a doença.
Quadros também destaca que à medida que as pessoas envelhecem, tornam-se mais comuns as doenças não relacionadas à AIDS, como doenças cardíacas, câncer e diabetes. Ela enfatiza a importância da prevenção e do uso de preservativos como método seguro para evitar a transmissão do vírus em todas as formas de relação sexual.
Por fim, Amanda Quadros lista algumas dicas de cuidados para evitar a doença, como o uso de preservativos, testes regulares de HIV, a PrEP, PEP, divulgação de informações, participação em eventos educativos e apoio às pessoas vivendo com HIV/Aids.
